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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MERGULHAI NA MISERICÓRDIA !
"Antes que venha o dia da Justiça eu vos ofereço o tempo da misericórdia!"
“…que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate... a fonte da minha Misericórdia foi aberta pela lança na Cruz para todas as almas; não excluí a ninguém…”
"A humanidade não encontrará a paz até que se volte com confiança a minha misericórdia".
Com estas frases inicia Nosso Senhor suas aparições (1931 - 1938) a irmã Maria Faustina Kowalska, humilde religiosa da Congregação das Irmãs da Caridade da Mãe de Deus, em Plock (Polônia), a qual ensinou uma nova forma de devoção à sua Divina Misericórdia.
Esta religiosa polonesa recebeu as mensagens de Jesus sobre sua Divina Misericórdia.
Providencialmente esta devoção tão necessária para nossos tempos se tem propagado pelo mundo inteiro.
A misericórdia de Deus se revela em toda a historia.
No século XX Jesus visita a Santa Faustina e lhe mostra seu coração traspassado do qual emanam raios de luz branca (a água do batismo) e vermelha (seu sangue) e lhe encomenda a missão de dar a conhecer sua misericórdia a todos os homens.
Ante a perda da fé do século XX, a mensagem da misericórdia se faz urgente pois é a única esperança da humanidade.
Nos diz Santa Faustina em seu diário: "Desde os sete anos sentia a suprema chamada de Deus, a graça da vocação a vida consagrada. Desde então, se confessava todas as semanas; cada vez rogava a seus pais perdão, beijando-lhes as mãos, seguindo um costume Polonês.
Aos 15 anos começou a trabalhar como empregada doméstica e de novo sentiu muito fortemente o chamado a vocação religiosa, mas ao apresentar seu sentimento a seus pais eles o negaram.
A pobreza de Santa Faustina foi seu pior obstáculo pois necessitava recolher dinheiro para entrar no convento.
A superiora lhe sugeriu que continuasse trabalhando até completá-lo.
Trabalhou um ano como doméstica para reunir todo o dinheiro. Durante esse tempo teve muitos obstáculos, mas se manteve firme em sua decisão, e durante a Festa de Corpus Christi, no dia 25 de julho de 1925, fez um voto de castidade perpétua ao Senhor.
Relata a Santa, "Com as palavras singelas que brotavam do coração, fiz a Deus o voto de castidade perpétua.
A partir daquele momento senti uma maior intimidade com Deus, meu Esposo.
Naquele momento fiz uma cela em meu coração onde sempre me encontrava com Jesus".
Visão do Inferno
Durante um retiro de oito dias em outubro de 1936, se mostrou a Sor Faustina o abismo do inferno com seus vários tormentos, e por pedido de Jesus ela deixou uma descrição do que lhe foi permitido ver: "Hoje fui levada por um anjo ao abismo do inferno. É um lugar de grande tormento.
Quão terrivelmente grande e, extenso é!.
Existem tormentos especiais destinados para almas em particular.
Estes são os tormentos dos sentidos.
Cada alma passa por sofrimentos terríveis e indescritíveis, relacionados com o tipo de pecado que tem cometido.
Existem cavernas e fossas de tortura onde cada forma de agonia difere da outra.
Eu haveria falecido a cada vista das torturas se a Onipotência de Deus não me houvesse sustentado.
Estou escrevendo isto por ordem de Deus, para que nenhuma alma encontre uma desculpa dizendo que não existe o inferno, ou que ninguém havia estado ali e por tanto, não pode descreve-lo".
O Senhor foi preparando desta forma o coração de Santa Faustina para que por meio de sua intercessão se salvassem muitas almas.
Durante seu terceiro ano de noviciado lhe foi revelado o que era ser Alma Vítima.
Anota ela em seu diário: "O sofrer é uma graça grande; através do Sofrimento a alma se faz como a do Salvador; no Sofrimento o amor se cristaliza, quanto maior o Sofrimento mais puro o amor".
Faustina se ofereceu como vitima pelos pecadores e com este propósito experimentou diversos Sofrimentos para salvar as almas através deles.
Durante uma hora particular de adoração, Deus lhe revelou a Santa Faustina tudo o que ela teria que sofrer: falsas acusações, a perda do bom nome, e muito mais.
Durante a Quaresma desse mesmo ano, 1933, experimentou em seu próprio corpo e coração a Paixão do Senhor, recebendo invisivelmente os estigmas.
Unicamente seu confessor o conheceu.
Nos últimos anos de sua vida aumentaram os sofrimentos interiores, a chamada noite escura do espírito e as dores do corpo: desenvolveu a tuberculose que atacou seus pulmões e sistema digestivo.
Por causa disto duas vezes foi internada no hospital de Pradnik em Cracovia, por vários meses. Extenuada fisicamente por completo, mas plenamente adulta de espírito e unida misticamente com Deus, faleceu em odor de santidade, no dia 5 de outubro de 1938, aos 33 anos, dos quais 13 foram vividos no convento.
Foi elevada aos altares pelo Santo Papa no dia 30 de abril do ano 2000, o Domingo da Divina Misericórdia.
É a primeira santa que foi canonizada no ano jubilar 2000 e no milênio.
A biografia de Santa Faustina nos narra que o Senhor lhe recordava freqüentemente Seu desejo de que se estabelecesse a Festa da Divina Misericórdia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

OS SANTOS TRANSFORMAM O MUNDO!
A presença de Deus manifesta-se, de maneira clara nos seus Santos. O seu testemunho de fé pode dar-nos a coragem para um novo despertar!
As sete mártires da Visitação - Espanha
Sim, os Santos mostram-nos que é possível e que é bom viver, de modo radical, a relação com Deus, colocando Deus no primeiro lugar e não como uma realidade entre as outras. Os Santos põem em evidência o fato de que foi Deus que tomou a iniciativa de Se dirigir a nós; em Jesus Cristo, manifestou-Se e manifesta-Se a nós.

Beata Irmã Dulce dos Pobres - Brasil

Cristo vem ao nosso encontro, fala a cada indivíduo e convida-o a segui-Lo. Esta possibilidade foi valorizada pelos Santos, e d’Ele receberam a luz que lhes desvendou a vida verdadeira.
A Igreja não se detém diante das fronteiras dos países; demonstra-o as nacionalidades dos Santos.
 Santidade não é um atributo de Deus, mas sua natureza essencial (Espírito Santo). Santidade se refere a Deus e ou aquilo feito santo por ele e portanto nenhuma santidade existe fora dele.
Afinal, Deus disse, tanto no Velho como no Novo Testamento, "Santos sereis, porque eu, o Senhor, sou santo" (Levítico 19:2; 1 Pedro 1:16).

São Pio de Pietrelcina - Estigmatizado - Itália

A figura dos Santos que recordamos mostram-nos a grande fecundidade de uma vida santa, deste amor radical a Deus e ao próximo. Os Santos, apesar de serem poucos, mudam o mundo.
À semelhança dos Santos, queremos ir, como cristãos, ao encontro dos nossos concidadãos e convidá-los a descobrirem conosco a plenitude da Boa Nova.
Fomos criados à sua imagem, mas onde estamos agora? Examinemos nossas vidas e vejamos se espelhamos a santidade de Deus.
Para fazer de um homem um santo, só é necessária a Graça. Quem duvida disto não sabe o que é um santo, nem o que é um homem!
Para compreender a Igreja, é necessário conhecer os santos, que são o seu sinal e o seu fruto mais amadurecido e eloquente. 
Beata madre Tereza de Calcutá - Índia

Para contemplar o rosto de Cristo nas mutáveis e diversas situações do mundo contemporâneo, é preciso olhar para os santos que "representam profundamente o rosto de Cristo", como nos recorda o Papa.
A Igreja deve proclamar santos e há-de fazê-lo em nome daquele anúncio da santidade que a enche e a transforma precisamente em instrumento de santidade no mundo.
São Sebastião - mártir Romano do século III
Deus manifesta de forma viva aos homens a sua presença e o seu rosto na vida daqueles que, embora possuindo uma natureza igual à nossa, se transformam mais perfeitamente na imagem de Cristo.
 O mundo muda, mas os santos representam sempre o mesmo rosto vivo de Cristo. Existe nisto, um sinal inconfundível da vitalidade da Igreja sobretudo hoje, num mundo que muda contínua e rapidamente tanto a nível de valores como de costumes.
Santa Rita de Cássia - Itália
Nem a Congregação para as Causas dos Santos, nem o Papa, "inventam" ou "fabricam" os santos. Como todos os cristãos sabem, isto é obra do Espírito Santo.
Que este mesmo Espírito como diz o Evangelho "sopra onde quer", é uma constatação a que estamos habituados desde há séculos, e hoje muito mais, uma vez que a Igreja está espalhada em todas as partes do mundo e em todas as camadas sociais.
 Os santos são como faróis; eles indicaram aos homens as possibilidades de que o ser humano dispõe.
"A primeira tarefa da Igreja é acompanhar os cristãos pelos caminhos da santidade (...) a Igreja é "a casa da santidade" e a caridade de  Cristo,  derramada  pelo  Espírito Santo, constitui a sua alma"

domingo, 25 de setembro de 2011

DÁ-ME TODOS OS TEUS SOFRIMENTOS!
 COLOCANDO O NOSSO SOFRIMENTO NAS MÃOS DE MARIA, E ELA OFERTANDO-OS A DEUS, PODEREMOS VENCER O DEMÔNIO.
SOMOS CHAMADOS, COMO MARIA, A COLABORAR NA OBRA DA REDENÇÃO!
A santa igreja católica e toda a terra encontram-se em grande perigo; e vós, com as vossas forças terrenas, já não podeis mudar tal situação. somente a Santíssima Trindade, com a Virgem Santa, todos os anjos, santos e as almas libertadas com a vossa ajuda, podem, todos unidos, ajudar a igreja militante.
Uma característica específica dos santuários de schoenstatt é o 'nada sem vós,nada sem nós'.

Pela aliança de amor, Maria permanece no santuário e distribui graças em abundância, mas pede que seus devotos lhe ofereçam zelosas contribuições ao capital de graças.
 Capital de Graças é tudo que oferecemos e colocamos nas mãos de Nossa Senhora como oferta a Deus para redenção do mundo.
"Deus que nos criou sem nós, não nos salvará sem nós!"
(Santo Agostinho)

Este é um grande apostolado que cada um pode realizar. assim ajudamos a abrir o caminho da graça, para muitas pessoas pois, pela *comunhão dos santos*, o bem que fazemos reverte em bênçãos para os outros.

A Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt se dirige a ti, como que solicitando: dá-me todos os teus sacrifícios, esforços e sofrimentos, para que *eu* possa ofertá-los a Deus. eles se tornarão fecundos para a salvação da humanidade.
O acontecimento das bodas de caná é um estímulo a viver com fidelidade essa cooperação com a Mãe e Rainha de Schoenstatt, no seu santuário. quando, orientados pela Mãe de Deus, os serventes foram até Jesus, ele não realizou logo o milagre, o que poderia ter feito sem dificuldades, Já que ele é Deus e pode tudo. Jesus, porém, ordenou aos serventes: "enchei as talhas de água" (jo 2,7), e o evangelista testemunha que eles as encheram até às bordas.
"Enchei as talhas de água". Que água?
Nossas alegrias e tristezas, sucessos e fracassos, propósitos e desânimos, especialmente, o esforço consciente na própria educação e santificação. "enchei as talhas de água". só Deus mesmo pode fazer algo de bom de nossas míseras contribuições.
Ele que poderia fazer tudo sem nós, quer precisar de nossa cooperação, como precisou da humilde serva de Nazaré!
A JUSTIÇA DIVINA NA MENSAGEM DE FÁTIMA
Poderíamos chamar de “A mensagem mais esquecida de Fátima” foi a revelação da Justiça Divina.
Este fato ocorreu já na primeira Aparição, através de uma resposta de Nossa Senhora a uma pergunta de Lúcia:
– A Maria das Neves já está no Céu?
– Sim, está.
– E a Amélia?
– Estará no Purgatório até ao fim do mundo...
São palavras duras e preocupantes, quando revelam a Justiça de Deus aplicada a uma jovem portuguesa que vivera apenas 20 anos, no início do século XX, num lugar isolado e deserto, perdido nos contrafortes da Serra do Aire (distante cerca de 150 km de Lisboa), onde predominam colinas pedregosas e azinheiras, jovem essa descendente de um povo bom e ordeiro, de Católicos praticantes e devotos do Terço do Rosário.
Maria das Neves e Amélia eram duas amigas de Lúcia, que frequentavam a sua casa “para aprender a tecer com a sua irmã mais velha”, e faleceram pouco antes das Aparições – Maria das Neves faleceu em 26/02/1917 e Amélia faleceu a 28/03/1917, ambas com 20 anos de idade.
Que gênero de pecados teria cometido esta moça, de modo a ter que pagar as penas e danos, devido a eles, no Purgatório até ao fim do mundo ?
Não deveríamos nós reavaliarmos profundamente os conceitos de Misericórdia e Justiça de Deus – Deus não é SÓ Amor (ao contário do que, caprichosa e rebeldemente, pretendem muitos), mas também é perfeita Sabedoria, Justiça e Santidade!  a fim de começarmos a praticar, na vida diária de cada um, os preceitos lógicos e sensatos de São Domingos Sávio, assim como de tantos outros Santos, que diziam frequentemente:
«Antes morrer do que pecar!»
Nosso Senhor permitiu-se passar pelo julgamento para mostrar-nos que também nós seremos julgados, cada ação de Jesus quer nos apontar para uma futura realidade Divina.
As Almas do Purgatório (ao contrário das pessoas ainda vivas neste mundo) nada podem fazer para diminuir ou abreviar os seus próprios sofrimentos de reparação, assim como o respectivo tempo de expiação.
No entanto, as orações, penitências e, em particular, as Missas de sufrágio, daqueles que ainda vivem na Terra (Igreja Militante), podem beneficiar, parcial ou totalmente, essa dolorosíssima e especial condição da «Igreja Padecente» (Almas do Purgatório), por obra e graça da Misericórdia e Justiça Divinas – ao ponto de uma só ou várias Eucaristias, por exemplo, poderem libertar uma Alma, que eventualmente teria de penar vários meses ou muitos anos...é a Comunhão dos Santos!
Em Fátima, estas foram as Missões específicas
desempenhadas por Jacinta e Francisco Marto – as duas Crianças morreram em circunstâncias extremamente difíceis e dolorosas! –, Almas escolhidas por Deus como vítimas da expiação e reparação dos pecados da Amélia e de todos nós; sobretudo com a finalidade de evitar a todo o custo a nossa eterna condenação, ou seja, um mal imensamente pior do que o «Purgatório até ao fim do mundo», o Inferno eterno!...
E também quando nos ensinou e recomendou esta preciosa e pertinente jaculatória:
«Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem».

sábado, 24 de setembro de 2011

MARIA E A BATALHA FINAL
“Esta é a hora do poder das trevas.” (Lc 22,53). 
“O príncipe deste mundo já está julgado e condenado” (Jo 16,11)
Nas Sagradas Escrituras Deus fala à serpente:
“Eu porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a sua descendência
e tu serás esmagada pelo seu calcanhar”. (Gn 3,15).
O que significa dizer que o mal teria descendência. Do mesmo modo, o Bem teria descendência.
E é através do poder da mulher que o mal será esmagado.
São Luís Maria Grignion de Montfort previu que no futuro as forças do mal se concentrariam intensamente sobre os devotos de Maria Santíssima!
Segundo Montfort, a humildade de Maria se opõe frontalmente ao orgulho do arcanjo caído, uma vez que a razão de sua queda está no orgulho. É a humildade de Maria que torna imensurável Seu poder sobre Satanás e suas hostes do mal.
Nenhum ser na terra possuiu a humildade de Maria Santíssima.
S. Luiz Mª Montfort verdadeiro sacerdote servo de Maria,
morreu em 1716 com 43 anos.
Quando Ela recebe a visita do Céu, através do arcanjo Gabriel, não é Maria quem se curva ao embaixador divino, mas o contrário: é o Céu que a Ela se curva, bendizendo-A na saudação do anjo: "Ave cheia de Graça! o Senhor está contigo!"
Quis o Senhor que em Maria a Humanidade alcançasse seu ápice. Na concepção de Maria, Deus realmente nos visitou e permitiu-Se fazer homem, servindo-Se da pureza de Seu seio. Naquele instante, a terra adentrava o céu e o céu descia à Terra na encarnação de Jesus, o Filho do Deus Vivo.
Uma mãe terrena contempla os olhos de seu filho e vê aquilo que para ela é o que há de mais precioso no mundo. Mas que via Maria, ao contemplar os olhos do seu Menino, senão o próprio Paraíso? Brincar com os dedinhos dos quais caíram planetas e mundos; olhar os lábios que repetem o eco da sabedoria imutável da eternidade; acariciar os pés que um dia serão perfurados com cravos de ferro por amor dos homens — tudo isto inspira silêncio, pelo receio de perder um gesto ou uma sílaba. Afinal, entre o Criador e a criatura, não há outra linguagem além da do silêncio
 
E é nesse mesmo silêncio que Jesus, o Verbo de Deus encarnado, mantém-se durante trinta anos em estreita obediência à Sua mãe, preparando-Se ao Seu lado para o supremo sacrifício.
O Criador reservara a Maria Santíssima, desde o princípio, o decisivo papel de esmagar, com Sua humildade, pureza e obediência, a cabeça da serpente luciferiana do mal.
Por isso, Maria Santíssima, em Sua humildade, está presente em todos os essenciais momentos do nascimento da Igreja de Jesus. É Ela mesma quem acolhe na pureza de Seu seio e dá forma ao Verbo que se faz carne.
É Maria Santíssima, a criatura humana incomparável que desde os primeiros anos do Cristianismo, manifesta-se espiritualmente aos Apóstolos e mártires que regaram a terra com o sangue do sacrifício de seus testemunhos.
É Maria Santíssima quem durante quase dois mil anos tem sido a “consoladora dos aflitos”, o “refúgio dos pecadores”... mas também a “estrela guia”, a “protetora” de todos os santos e heróis anônimos da cristandade. Segundo estudo do teólogo René Laurentin, ao longo da história da Igreja Católica, a Virgem Maria Se manifestou 2.450 vezes.
E ainda é Maria Santíssima quem continua a unir o céu e a terra, através de Suas aparições e mensagens pelo mundo, chamando à humanidade descrente de volta a Seu Filho Jesus, afirmando que Ele, e apenas Ele, continua sendo a única via de salvação e redenção.
DEVOÇÃO À VIRGEM AJUDOU ALEMANHA
O Papa Bento XVI recordou aos católicos alemães como a Virgem foi seu consolo nos momentos de perigo vividos ao longo da história e especialmente durante o século XX.
Durante sua viagem apostólica à Alemanha, Bento XVI se deteve em um santuário muito querido pelos católicos do país, o de Eztelsbach, meta de peregrinação durante séculos.
O Papa rezou as vésperas com cerca de 90 mil peregrinos reunidos na explanada da colina onde se ergue o santuário. Durante sua homilia, recordou o significado deste lugar na história da Igreja na Alemanha.
O pontífice recordou que:
 “em todos os tempos e lugares, quando os cristãos se dirigem a Maria, deixam-se espontaneamente guiar pela certeza de que Jesus não pode recusar os pedidos que Lhe apresenta sua Mãe”.
Os fiéis “apoiam-se na confiança inabalável de que Maria é ao mesmo tempo também nossa Mãe: uma Mãe que experimentou o maior sofrimento de todos, que conhece juntamente connosco todas as nossas dificuldades e pensa, de modo maternal, à superação das mesmas”.
“No decorrer dos séculos, quantas pessoas foram em peregrinação a Maria, para encontrar – como aqui em Etzelsbach, diante da imagem de Nossa Senhora das Dores – consolação e conforto”
Na imagem da Virgem de Etzelsbach, ao contrário de outras representações, o corpo de Cristo morto está voltado para sua mãe: “na imagem miraculosa de Etzelsbach, os corações de Jesus e da sua Mãe estão voltados um para o outro; estão junto um do outro”.
“No momento do seu sacrifício pela humanidade, Ele, de certo modo, torna Maria medianeira do fluxo de graça que provém da Cruz. Junto da Cruz, Maria torna-se companheira e protectora dos homens ao longo do caminho da sua vida”
“Verdadeiramente que quer dizer-nos Maria, quando nos salva do perigo? Quer ajudar-nos a compreender a grandeza e a profundidade da nossa vocação cristã. Com delicadeza materna, quer-nos fazer compreender que toda a nossa vida deve ser uma resposta ao amor rico de misericórdia do nosso Deus.”
“«Onde há Deus, há futuro» – concluiu Bento XVI, citando o lema desta viagem: “onde deixarmos que o amor de Deus atue plenamente na nossa vida, aí se abre o céu. Aí é possível plasmar o presente de forma tal que corresponda sempre mais à Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aí as pequenas coisas da vida diária têm o seu sentido, e os grandes problemas encontram aí a sua solução”.

domingo, 18 de setembro de 2011

O MILAGRE DE COVADONGA
No ano 722, em Covadonga, começou a reconquista da Espanha invadida pelos árabes muçulmanos!
Foi em Covadonga que, Pelayo (primeiro rei das Astúrias), derrotou aos seguidores de Maomé, com o auxílio miraculoso de Nossa Senhora.
Aquela vitória milagrosa deu início aos 800 anos de Cruzada nos quais se constituiu a Espanha católica.
Cangas de Onís foi a capital do novo Reino de Astúrias até o ano 774.
Na batalha de Covadonga, Don Pelayo portava uma Cruz com a inscrição em latim: “HOC SIGNO TVETVR PIVS. HOC SIGNO VINCITVR INMICVS”
Quer dizer: “Com este signo o piedoso é protegido. Com este signo o inimigo é vencido”.
Hoje é o símbolo de Astúrias.
Junto à gruta da vitória milagrosa e sobre um pequeno morro surge hoje o Santuário de Covadonga.
Ele foi construído com a pedra avermelhada da região que se destaca entre o verde das pradarias e das florestas.
Na manhã cedinho, quando a névoa envolve o vale, é fácil ver o Santuário emergindo na solidão como se estivesse pairando no ar.
Etimologicamente Covadonga significa Cova da Senhora e está unida indissoluvelmente ao nascimento da nacionalidade hispânica.
Bendita seja a Rainha da nossa montanha, cujo trono é o berço da Espanha.
Os espanhóis estavam quase completamente perdidos. Eles não desanimaram. Eles fizeram o possível para ganhar, embora a vitória fosse impossível. Eu insisto: "fazer o possível para ganhar uma vitória impossível".
Como essa finalidade era humanamente inatingível, eles fizeram o principal: levaram uma imagem de Nossa Senhora para a gruta e pediram a Ela que os protegesse e ganhasse a vitória para eles.
Então houve milagres que se multiplicaram: as pedras que caiam e que rolavam sobre os mouros, as flechas jogadas sobre eles voltavam-se sobre os; uma tempestade tremenda aterrorizou os maometanos pelos trovões, movimento das terras e das águas ...
 A Batalha de Covadonga foi o primeiro passo da Reconquista Peninsular, que ficou concluída séculos mais tarde, mais concretamente em 1492, com a expulsão dos últimos Árabes de Granada e da Península Ibérica.
Sob a proteção de Nossa Senhora de Covadonga se iniciou a Reconquista da Espanha, com o milagre que Ela realizou socorrendo o Rei Don Pelayo e os pouquíssimos cavaleiros que estavam com ele nas montanhas das Astúrias, no monte Auseba.

Nossa Senhora deu-lhes uma grandiosa vitória sobre os maometanos, justamente quando pareciam perdidos, premiando assim seu denodo, seu heroísmo e sua fé.
No local, uma placa proclama: "Sob o nome da Mãe de Deus, dentre as rochas e no alto dos montes, surgiu a Espanha".

Nossa Senhora venceu de um modo admirável em Covadonga. Ela exigiu tudo de seus soldados para uma batalha impossível, e Ela ganhou para eles a batalha.
Que Nossa Senhora faça com os restos de bons católicos uma espécie de Covadonga para a vitória da Santa Igreja.
POR QUE REJEITAR DEUS ?
Por que será que a religião, incomoda tanta gente? será porque nós religiosos temos uma coisa que os ateus, com todo o seu racionalismo, não tem, que é esperança e razão de viver?
Todo ateu é um pouco rancoroso, como disse o filósofo Luiz Felipe Pondé:
"Poucos ateus não são descendentes de uma criança infeliz e revoltada...a prova disso é que ateus gostam de falar mal da igreja, de Deus (esse malvado que não me fez mais forte),  Ou acham que, se formos todos ateus, o mundo será melhor. Se você é assim e tem orgulho de ser ateu, você é um rancoroso."
Todo ser humano procura a felicidade, um sentido para a vida, digamos que está em nossa "programação". O ser humano somente será feliz quando reconhecer que faz parte de um plano maior, que sua vida tem todo o valor e sentido, e que depois de morrer não vai se tornar comida de vermes e sim viverá eternamente.
Todos os dias aparecem pesquisas que constatam que as pessoas que tem fé são mais felizes ou se curam mais rápido das doenças, ou ficam menos doentes, são mais optimistas na vida, entre muitas outras evidências. Pelo contrario, os ateus cometem mais suicídio, são mais infelizes e pessimistas.
Os ateus falam tão mal das religiões, porém qual foi a contribuição do ateísmo para a humanidade? Pelo contrario as religiões contribuíram e muito para o bem do ser humano.
Aliás poderíamos dizer que a fé católica originou nossa cultura ocidental pois civilizou povos, construiu universidades e investiu nas artes. 
Com efeito, a moral sem religião é incapaz de indicar ao homem o caminho do bem e da justiça; a moral sem Deus é moral falsa e ridícula. Tudo o que é perfeito e bom ditou-o a religião.  A religião é, também, um dever social. Para as sociedades como para os indivíduos, o cristianismo é a chave da felicidade, é a solução do problema da existência, é uma questão de vida ou de morte.
Falou o próprio Jesus:” O que Adianta o homem (ou mulher) GANHAR o mundo Inteiro e perder sua ALMA?” (Mt.16:26).
O próprio Deus diz que “Não tem Prazer na morte de ninguém não querendo que ninguém se perca mais que todos venham a Arrepender-se.”E disse também Jesus Cristo:” Eu sou a Ressurreição e a Vida.Quem crer em mim ainda que esteja Morto VIVERÁ,e todo aquele que vive e crê em mim NUNCA morrerá.“(João 11:25)
Hoje quem tiver sede de Graça lhe darei da Fonte da água da VIDA(Apoc.21:6)(Mat.11:28)Então,”a sociedade,…está doente”e a cada dia envereda para perdição(desonra,imoralidade)(Isaías 66:3-4)(João 3:19-21)(Rom.1:25).
Quantas pessoas por aí afora…Bonita$ por fora mas angustiadas e destruídas por  dentro da alma.
Este mundo material é apenas um rascunho do mundo futuro definitivo:
“A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá!"
Em Fátima Nossa Senhora diz:
«Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:"Ó Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria" »...
Maria é Aquela que Cristo nos deu e é também Aquela que nos conduz a Ele!
Maria é antes de tudo uma mãe muito amável, para todos os homens, ontem, hoje e para sempre.
 Deus envia-a por todo o mundo, através de inúmeras aparições, para nos dar uma mensagem de paz e de verdade, para nos convidar a regressar a Deus, à oração e à Igreja, para nossa maior felicidade.
 Maria tem algo para nos dizer. Ela deseja falar a cada um de nós.  Arranjemos tempo para ouvi-la !
 A não ser o próprio Deus, ninguém nos ama mais que ela...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ANUNCIAR A CRUZ DO SENHOR
"Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos " (I Cor 1,23).
 A missão da Igreja é anunciar a beleza da cruz!
Por que devemos anunciar a morte de Jesus? Porque sem a morte de Jesus e o derramamento do Seu sangue não haveria salvação para nós! "De fato, de acordo com a Lei, quase tudo é purificado com sangue. E os pecados são perdoados somente com derramamento de sangue" (Hebr. 9:22). Portanto, anunciar a morte do Senhor é anunciar boas novas de salvação ao mundo!

A paixão de Cristo é a “hora” da glória. O Senhor glorioso é o Senhor crucificado.
"Porque cada vez que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, anunciam a morte do Senhor, até que ele venha." (I.Cor.11:26).
Significa  que a linguagem da cruz, que hoje se procura calar e esconder, continua a ser o grande sinal do amor de Deus pelo seu povo em todas as situações de consolação e de sofrimento.
A cruz é escândalo para os religiosos legalistas, loucura para os pseudo-sábios (os gregos), mas para os que crêem é poder e sabedoria de Deus!
No século XIII, São Domingos e sua Ordem propagaram o símbolo do Crucificado como resposta aos hereges que negavam a humanidade de Cristo e consideravam o corpo humano como radicalmente pecaminoso. São Francisco de Assis, contemporâneo de São Domingos, ficou conhecido pelo fenômeno místico dos estigmas em seu corpo. Estigmas foram os ferimentos em Cristo, causados pelos pregos e pela lança do soldado.

A cruz veio a ter especial realce na Liturgia da Sexta-feira Santa quando se canta em gregoriano: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo!”
Digno de nota é o sinal da cruz que, no Oriente e no Ocidente, os cristãos, em sua grande maioria, traçam no corpo pronunciando as palavras de Jesus quando mandou batizar “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
 Por isso, nós pregamos a Cristo crucificado, a fim de que tu, crendo no Seu sacrifício de substituição, sejas salvo e tornado apto para viveres na Sua presença. A Sua morte na cruz é suficiente para salvar todos os homens, de todos os tempos, raça, tribos e nações, mas só se torna eficiente para aqueles que crerem. 
  Nós pregamos a Cristo crucificado, porque isso é graça e salvação  e é remissão dos pecados  dos homens perdidos.
Jesus continua de braços abertos na cruz para abraçar o pecador arrependido.
Sua cabeça continua inclinada para nos dar o beijo da reconciliação. Qual é a nossa resposta?...
  Nós anunciamos a Cristo crucificado, porque por este sacrifício nós temos acesso à bênção da salvação.
Talvez gostássemos que, neste caminho para o céu, não houvesse cruz, nem humilhação do Filho de Deus, nem tortura, nem  julgamento injusto, mas a verdade é que aprouve a Deus que Ele levasse em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados; agradou a Deus moê-lO, fazê-lO sofrer o que nós deveríamos sofrer; agradou a Deus, para satisfação da Sua justiça ofendida pelas nossas transgressões, contá-lO com os transgressores e fazê-lO carregar com as nossas dores, transgressões e pecados.
Daí afirmar São Paulo: “Cumpre que nos gloriemos na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”. (Gal. 6, 14)